Iuris Naturis

Um Blog muito Natural e amigo do Ambiente com o principal objectivo de racionalizar os seus visitantes.

quinta-feira, março 30, 2006

Quercus preocupada com subida das emissões de gases com efeito estufa

As emissões de gases de efeito de estufa em Portugal aumentaram 1,5 por cento em 2004 face ao valor base de 1990, anunciou a Quercus, que prevê que esse aumento atinja os 70 por cento até 2020.

As pessoas não se dão conta destes problemas mas eles existem e são muito graves. Só espero que não se apercebam tarde de mais.

Por um Mundo mais Verde

quarta-feira, março 29, 2006

Esso Mobil versus Protocolo de Quioto

O século XX foi marcado por uma consciencialização para os problemas ambientais. Numa era em que o planeta se ressente da exploração e de um desenvolvimento sem olhar a custos ambientais, é preciso actuar.Os Estados Unidos continuam a ser a maior potência militar e económica, possuindo as mais poderosas indústrias espalhadas um pouco por todo o globo. Uma dessas indústrias é a Esso Mobil, na área dos lubrificantes, combustíveis e produtos petrolíferos. Esta companhia diz-se ser uma das responsáveis, se não a principal responsável, pela recusa dos Estados Unidos em Março de 2001 em ratificar o Protocolo de Quioto (1997). Este protocolo internacional pretende salvaguardar o ambiente levando os seus assinantes a reduzir a emissão de gases nocivos. Nas palavras de George Bush, a não ratificação deu-se pelo facto deste protocolo estar já ?morto?. Mas como poderia estar morto um Protocolo que pretende racionalizar para impedir um desastre ecológico e humano? Os Estados Unidos com 4% da população mundial são responsáveis por cerca de um quarto da emissão de dióxido de carbono para a atmosfera. E esta não aderência ao tratado significa afastar os Estados Unidos da utilização de energias renováveis em vez das tradicionais que se revelaram já tão destruidoras.A ExxonMobil/Esso é a principal financiadora da campanha de Bush tendo uma grande influência junto dos centros de tomada de decisões, e crê-se que a Esso através da pressão junto do Governo foi responsável pela destituição do Dr. Robert Watson das funções de presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.Passou recentemente uma reportagem na Sic Noticias acerca desta companhia. Nela mostrava uma familía pobre africana que vendera os seus terrenos (de valor incalculável porque situados por cima de autênticas minas de petróleo) à empresa norte americana em troca de 750 euros, uns poucos instrumentos agrícolas e ferramentas. Muitas vezes também em troca de uma pequena casa mal construída e frágil. O que acontece depois, é que estas populações pobres ficam na miséria porque, sem os seus terrenos, e numa terra em que o petróleo abunda não têm forma de adquirir novas terras para cultivar.A construção de oleodutos é responsável pela destruição de ecossistemas, as refinarias espalham em seu redor gases nocivos para o ambiente e para seres vivos.O aquecimento global é mais do que o aumento da temperatura. Significa mais tufões e outros descontrolos da natureza. Significa que os níveis das águas marítimas vão aumentar, desaparecendo as terras costeiras e florestas, também derreterá o gelo das regiões polares e desaparecerão espécies animais e vegetais. Segundo a World Health Organization 150 mil pessoas morrem anualmente devido a problemas relacionados com os efeitos da mudança climática.A ExxonMobil/Esso tem tentado manter a GreenPeace afastada das suas propriedades.Como mudar este panorama se estamos nós próprios subjugados à tirania dos mais fortes? Como salvar o planeta do aquecimento global num mundo que vive de interesses e de jogos de poder?

domingo, março 26, 2006

Abriu caça às focas

Abriu ontem a época de caça às focas no Canadá. 25 mil focas bebés foram mortas no primeiro dia. Foi autorizado o abate de 325 mil crias.

Aconselho a visitar o seguinte site: http://noticias.uol.com.br/bbc/2005/04/04/ult2363u2597.jhtm

Algumas imagens do que realmente se passa:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1041_foca/page8.shtml

Subsidios agro ambientais

Houve dia 21 deste mês uma manifestação em vila franca de Xira por parte dos agricultores para contestar a decisão do Governo de cortar os subsídios às medidas agro ambientais e à electricidade verde. O acesso a estes subsídios terá novas regras a partir de Janeiro de 2007.
Os agricultores, em carta aberta ao Primeiro-Ministro, alegam terem cumprido as normas, terem feito investimentos e terem reduzido as produções e aumentando os custos para se adaptarem às exigências e receberem assim os apoios. Quanto à atitude do Governo dizem: instala o descrédito e a incerteza no sector agrícola e fará recuar muitos anos a forma como os agricultores se relacionam com a protecção do ambiente. Dizem ainda que o Estado deve 70 milhões de euros repartidos por 26 mil agricultores e que 85% desse valor provinha da União Europeia. Uma das razões invocadas pelo Governo são as restrições orçamentais.
Finalmente, na carta, os agricultores dizem que o Governo poderia evitar: O escândalo do desperdício de muitos milhões de Euros de apoios europeus, o fim da Protecção Ambiental em 500.000 hectares,
e 26 000 processos em Tribunal contra o Estado Português reclamando indemnizações de 350 000 000 euros.
Foram várias as associações subscritoras desta carta.
O ministro da Agricultura apresentará novas medidas que entrarão em vigor em 2007 relativamente aos subsídios agro ambientais. As candidaturas de 2005 aos subsídios foram canceladas para que se pudessem pagar os subsídios aos outros agricultores que recebem apoio desde 2000. Estes deixam de receber subsídio em 2007.
A agricultura é uma actividade em decadência em Portugal, apenas a área da horticultura ainda está a salvo deste panorama negro.
O Ministro da Agricultura diz que os agricultores não podem olhar para trás, que as medidas têm que mudar tendo em vista o futuro, tem que se pensar na competitividade e investir nesse sentido.
Esperemos que os cuidados ambientais não fiquem arredados deste novo panorama competitivo?

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